sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


Estudando o Arqueômetro 
Capítulo VII 
A embriogenia das formas e dos números
Os quatro elementos
 Expansão, Radiação, Fluência e Coesão
    O Arqueômetro é instrumento das altas ciências, transpõe o comum, não trata de assuntos isolados, é  um conjunto de elaborados saberes. Não há dúvida que precisamos dominar este conhecimento, fazermos análises de pontos específicos para alcançarmos alguns degraus nos estudos. É importante revisarmos fundamentos, pois existem  conceitos que são a base para o aprofundamento.
 O autor repete várias vezes no livro as funcionalidades do planisfério, observe que sempre enfatiza o "alfabeto solar de 22 letras" como base da formatação deste instrumento:


"Segundo as minhas pesquisas sobre os antigos alfabetos da Ca-Ba-La, de XXII letras, o mais oculto, o mais secreto, que me serviu de protótipo não tão somente para todos os outros do mesmo gênero mas também aos signos védicos e às letras sâncritas, trata-se do alfabeto ário. É aquele alfabeto que fui feliz em transmitir e que obtive de eminentes brâmanes, os quais nunca, nem em sonho, exigiram-me guardar segredo". 


Existem revelações preciosas para os nossos estudos, pois, primeiramente, Saint Yves 
d´Alveydre afirma que este alfabeto foi a base da formatação de seus estudos, por isso que é tão importante compreender esta construção. Revela também que o alfabeto pertence aos brâmanes, deixando claro que outras culturas o copiaram, pois sua origem está nas academias de antigos sacerdotes e que, com o passar de milênios, espalharam-se pelo mundo, finalizando com a afirmativa veemente de que os brâmanes nunca cobraram segredo sobre a escrita sagrada, por isso escreveu sobre tantas revelações.  


"Este alfabeto se distingue dos outros chamados semitas porque suas letras são morfológicas, isto é "parlantes" exatamente pelas suas formas,  o que o transforma num alfabeto absolutamente único. Mais ainda, um estudo cuidadoso me levou a descobrir que as mesmas letras são o protótipo dos signos zodiacais e planetários, o que é também de máxima importância". 


Neste parágrafo revela que as letras são parlantes, isso é fundamental, pois confirma a autológica do Arqueômetro. Segue elucidando que foi a base de formação de outros alfabetos, revela a correlação astrológica, ou seja, dos signos zodiacais e dos planetas regentes associados ao alfabeto, fato que veremos à seguir em  um quadro que ajudará a elucidar estas questões. Finaliza o raciocínio reafirmando que este conhecimento pertence às antigas academias sacerdotais. 


"Os brâmanes chamam a esse alfabeto de vattan; e parece que se remonta à primeira raça humana,  pois, pelas suas cinco formas matrizes, rigorosamente geométricas, confirma ele mesmo, Adão, Eva e Adamah.
Moisés parece apontá-lo no versículo 19 do capítulo II de seu Sepher Barashit. Mais ainda, esse alfabeto se escreve  de baixo para cima, e suas letras se agrupam de tal maneira que formam imagens morfológicas parlantes. Os Pandits apagam esses caracteres do quadro-negro quando a lição dos seus gurus termina. Escrevem-no também da esquerda para a direita, como em sânscrito e, portanto, da forma européia".


São muitas revelações em poucos parágrafos, primeiro remete, mais uma vez,  o alfabeto à uma raça muito antiga, afirmando que utilizaram como base as cinco formas geométricas: o ponto, a reta, o triângulo, o quadrado e o círculo. Dessas matrizes da escrita obteve-se os nomes Adão, Eva e Adamah, isto está explícito em outras passagens do livro. Finaliza enfatizando sua utilização por antigas culturas, citando Moisés, indicando a fonte  do Sepher Barashit, famosa passagem de Adão e Eva, pouco entendido no ocidente. Cita os doutores brâmanes, os Pandits, estudiosos, profundos conhecedores do sânscrito, professores dos "Vedas".  
Pois bem, dito isto, façamos a interpretação do quadro a seguir para melhor entendermos este alfabeto dos antigos brâmanes: 




O quadro que demonstramos está completo, contém as 22 letras citadas por Saint Yves 
d´Alveydre, ou seja, as três letras raízes ou sementes, seus princípios masculino, feminino e neutro, as sete planetárias e as doze zodiacais. Contém também as correlações com o alfabeto Sânscrito, os números e a correspondência  com alguns alfabetos modernos. 
O objetivo é desmembrar este quadro na ordem indicada pelo autor e facilitar a análise da estrutura desta revelação. Existe uma precedência de neumas e sons virginais que serão tratados em um capítulo específico. 
Vejamos primeiramente as três letras sementes, a "Tríplice Potência divina que constituiu o Universo tipo; o círculo significa o infinito, o centro significa o absoluto; o raio ou diâmetro significam sua manifestação",  esta afirmação é uma narrativa da criação do Cosmo a partir da embriogenia da morfologia básica. 



Nesta demonstração temos as três primeiras formas ou letras,  são geométricas e básicas,  repare que  existe uma atribuição de números e estão dispostas na ordem da unidade, da dezena e da centena, refere-se ao conceito de  início,  meio e fim, ou seja,  a letra A = 1 (unidade), a letra S = 60 (dezena) e a letra Th = 400 (centena). Tenha sempre em mente que não existe acaso neste planisfério, tudo tem uma razão de ser, portanto, essa disposição  numérica visa demonstrar as afirmativas de alguns livros sagrados que dizem: "eu sou o Alfa e o Ômega" ou  "eu sou o Alef e o Thau", isto é uma citação da ideação divina e este planisfério a representa através dos números. 
Agora ficou mais fácil entender porque o Arqueômetro encerra sua numeração no 400, é simples,  temos 22 letras,  numeramo-as até acabar a unidade, passamos à dezena e finalizamos com a centena. No final sobram somente quatros letras, temos o 100, 200, 300 e 400, que não deixa de ser 1, 2, 3 e 4, são os números base da formação de todos os outros números, sábios são sábios. Aqui encerramos o plano da ideação e das letras sagradas, "impronunciáveis". 
Passemos ao plano das letras Planetárias. Perceba que o Arqueômetro é um ensaio da criação, as primeiras três letras estão em um plano divino, agora passaremos para o plano cósmico, iniciando pelos cinco planetas da antiguidade, a Lua e o Sol, pois a Astrologia do Arqueômetro é a Tradicional, vejamos o plano da "Coroa Planetária da Palavra":


A "Coroa Planetária da Palavra" trata dos sete Regentes dos Signos do Zodíaco da Astrologia Tradicional, são desmembramentos das formas geométricas da matriz no plano divino,  a numerologia continua na mesma vertente, perceba que inicia no 2 e encerra no 300,  é o "Alef e Thau" cósmico, como no plano acima,  o primeiro passa a ser o 2 e o último o 300. 
Por último trataremos da "Coroa Zodiacal da Palavra", os Signos do Zodíaco, também apresenta uma disposição geométrica perfeita, observe a morfologia das letras dos Planetas Regentes, em alguns casos a semelhança é muito grande com a dos signos. Trata da  continuidade da manifestação do sagrado, disposta na forma de um planisfério oracular, expõe  as correlações destas representações, mais adiante iremos adentrar no conhecimento dos sons,  a escala, suas variantes, correlações com números, formas e cores,  fechando as interrelações, aguarde.


O quadro apresenta os números restantes, a lógica de início e fim permanece, começa em Áries, número 5, no sentido anti-horário, termina em Peixes número 200, mais uma vez não há acaso, os três planos apresentam uma disposição perfeita da morfologia e dos números. 
Esta longa introdução se deve ao fato de iniciarmos algumas observações mais profundas da morfologia e suas relações com os quatro elementos no Arqueômetro, onde iremos demonstrar que dependendo do elemento a forma da letra expande ou se contrai, determinando que tipo de força atua e define a sua representação.
Agora podemos adentrar as demonstrações da morfologia e suas relações com  os quatro elementos da natureza, pois temos os conceitos dos três planos bem definidos, acrescido de uma pequena introdução da numerologia no Arqueômetro. 
Primeiramente, retomemos os conceitos de movimentos de translação dos planetas e regências, pois ajudam a contextualizar esta visão dos elementos, também iremos dispor os quatro triângulos do zodíaco e suas relações com cada signo. 
Vejamos o quadro do Zodíaco com os Signos e os quatro triângulos dos elementos que apontam seus vértices para as constelações correspondentes:




Perceba que cada signo representa um elemento da natureza, são três signos por elemento, em graus diferenciados, este fator estudaremos adiante, no momento basta compreender como se dispõe essa estrutura e sua distribuição, isto é fundamental para esse estudo. A seguir segue o quadro dos movimentos de translações dos planetas regentes, compare as formas das letras do Arqueômetro e  perceba que as dos signos se assemelham às dos planetas regentes. Compare cada letra, o movimento, por onde passa, e como são as letras dos signos regidos pelos planetas. Comece a perceber as semelhanças,  a morfologia, tem formas que são mais amplas, expansivas e outras são mais coesas, contraídas, isto indica qual o elemento predomina sobre aquela constelação e consequentemente a morfologia da letra. Veja o quadro abaixo, como é rico de informações, analise e tire suas conclusões. 


Com exceção da Lua e do Sol, todos os regentes são planetas e a definição de regências ocorreram pelas observações dos movimentos dos astros em relação às constelações, o selo astrológico  é milenar, expressando o registro de antigas sociedades de mistérios. 
A seguir veremos o quadro com as particularidades das formas das letras, regências e os elementos da natureza, aproveite para analisar e perceber como essa morfologia reage à estes elementos.


Os signos da Terra e da Água estão relacionados, respectivamente, à Coesão e a Fluência, as formas são concentradas, indicando agregação das forças sutis. Os signos do Fogo e do Ar estão relacionados, respectivamente, à Radiação e Expansão, as formas são expansivas, indicando a repulsão das forças sutis.
 As relações dessas forças de atração e repulsão representam a respiração cósmica ou o Cosmo vivente. Observe com atenção, perceba que o planisfério é perfeito, suas relações harmônicas direcionam para um equilíbrio divino,  indicando como funciona o bailado cósmico, evidenciando as interações dessas forças, suas qualidades e referências no Planisfério de Rama. 
Analise com profundidade estas questões,  seus desmembramentos visam facilitar o entendimento, possibilitando a análise gradual de mais uma etapa dos estudos sobre o Arqueômetro.

Deixe seu comentário, será sempre bem-vindo.

Luz e paz.







4 comentários:

  1. Orlando, mais uma vez parabéns e obrigado por repassar informações de grande validade e importância. Acredito que com mais esse capítulo poderemos desvelar e entender melhor o que realmente é o Aumbandam. Abraços e luz e paz a todos.

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  2. O que é mais interessante pra mim é perceber a força do MOVIMENTO, aplicado até na morfologia dos primeiros alfabetos!

    Qdo conheci o Arqueômetro ele parecia algo meio "estático", figurando quase como uma simples tabela de correlações. Hoje vejo que é vivo, buscando traduzir as forças da criação!

    É preciso arejar certos conceitos... não vejo a hora de vc chegar aos fundamentos da Aumbandam...

    CORAGEM, mano Orlando!

    Sergio Navarro Teixeira.

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  3. Caros amigos da verdade, a verdade do Arqueômetro vos será revelada, em breve. Sergio, realmente, coragem, pois nem tudo do parece tão fácil como é, principalmente promover o conhecimento. Luz e paz para todos.

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