terça-feira, 1 de maio de 2012


Estudando o Arqueômetro 
Capítulo XI
O Arqueômetro Revelador e Regulador


Vamos iniciar este novo capítulo tratando uma parte complexa do Arqueômetro, a métrica revelada por Saint Yves D´Alveydre. Vejamos o que nos diz o Arqueômetro Regulador, o que diz o autor sobre a revelação da Capela de Maria, o revela sobre a perfeição do seu enquadramento morfológico arqueométrico:

"Não queremos interromper a aplicação de nosso Padrão. Porém antes de transformar as cordas do gênero cristalino em gênero vivo, pelas vibrações proporcionais, controlamos uma vez mais este armazém harmônico, colocando-o sobre o Arqueômetro."
A Capela de Maria

 "O Plano ocupa a parte central do círculo arqueométrico, de maneira que se desenvolve o edifício em duas frentes e dois cortes.
1º A Vista da fachada Norte;
2º A vista detrás ao Sul;
3º O Corte de fundo ao Leste;
4º O Corte Lateral a Oeste.
               Desta forma se tem a verificação completa da harmonia de todo o edifício e de todas suas partes em relação ao plano.
                Enfim, o pequeno círculo interior, que está no centro do plano, indica o módulo. Porém este não se aplica somente, como na arte grega, à ornamentação externa, designada sob o nome de ordem, é dizer, à coluna e ao entablamento de adorno ou de peristilo."
                Repare que o autor chama a atenção para o pequeno círculo no centro do plano de construção da Capela, como uma espécie de proto-forma, matriz para a construção das demais áreas do plano arquitetônico do monumento, ou seja, a raiz musical, a nota primordial daquela obra,  descrita sequencialmente em ordem de cumprimento e largura, posteriormente será atribuída a altura, fechando a sequência harmônica de todo conjunto do edifício. 
              "Nosso módulo convém a todo o Edifício musical, inseparável da construção e a cada membro desta síntese harmônica das formas.
                Assim, ter empregado o Arqueômetro como revelador, o utilizamos como regulador. Não demos de controle arqueométrico senão um só exemplo, a fim de não alongarmos esta descrição.
           O Arqueômetro-Revelador nos tem dado as correspondências do Nome de Maria, musical e morfologicamente pronunciadas em capelas, por transposição sobre o Padrão. Do mesmo modo, estes dois instrumentos de precisão nos dão uma das catedrais do mesmo nome."
            Neste caso o edifício é um reprodutor sonométrico da sequência de acordes relacionadas à Maria, a construção vibra nos sons relativos à cada letra dessa força do triângulo da água, reproduzindo também suas formas e cores, conforme nos é explicado:
             "Em virtude do mesmo princípio, das mesmas leis e dos mesmo instrumentos, obtemos assim uma catedral do Verbo Jesus. "
               "Entenda-se bem que estas catedrais e esta Escola não são senão um dos quinze exemplos que podíamos dar para cada uma, sem prejuízo dos outros quinze monumentos semimundanos, tais como palácios pontificais ou episcopados, seminários, universidades, escolas, conventos, teatros religiosos, etc."
                   Um pouco mais adiante encontramos uma descrição sobre a construção de um instrumento ritual que vibra na mesma onda e energia emanada pela Capela, ou seja, uma reprodução de objetos de acordo com as egrégoras consolidadas na conjunção dos elementos contidos no Arqueômetro, vejamos: 
                     "Um exemplo detalhado vale mais que muitos discursos teóricos, para mostrar a aplicação dos princípios dados pelo Arqueômetro.
                 Eis que vamos dar uma série de fotos graciosamente comunicadas por M. Gougy e que mostram em detalhe a adaptação à arquitetura do acorde La, Ut, Mi.
                A Grande Capela, estilo ogival corresponde a este acorde, é apresentada nas outras fotos sob todos os seus aspectos, e estamos persuadidos de que o estudo destas figuras interessará a todos os arquitetos e a todos os aficcionados da Arte.
             Se recordará que, graças ao Arqueômetro, todos os objetos contidos na Capela, assim como os vitrais e a decoração, estão adaptados exatamente às notas, é dizer, as letras e os nomes que materializam a cabeça.
            O Estilo de cada objeto e a cor combinam com o nome divino. Para as cores, as gamas coloridas e as bandeiras indicaram estas relações."
              Repare que o autor enfatiza que todos os objetos, vitrais, decorações, colunas,  instrumentos rituais, enfim tudo que é utilizado segue um padrão arqueométrico que repercute, expressão da sintonia com a nave mãe, a Capela,  ou seja, cria-se um campo, uma concentração de forças que emanam e fixam essas energias do local. 
            Isto pôde ser observado nas vidas de mestres e discípulos de diversos segmentos de mistérios, pois aplicaram essas técnicas com divina precisão.
            Seguindo esta linha de raciocínio mostraremos os exemplos de lindos vasos ornamentais citados no livro:


                   "Quanto aos objetos que podem entrar no edifício sagrado em consonância com sua harmonia, limitaremos nossos exemplos à orfebreria relativa aos vasos."

                       Apesar de se limitar aos exemplos dos vasos é fácil concluir que todos os objetos eram construídos a partir de uma métrica, um plano minuciosamente elaborado, por exemplo, as taças eram construídas seguindo um padrão arqueométrico que determinava como deveriam vibrar enquanto objeto ritual. 
                      Ao beber o vinho, por exemplo, ingeria-se a energia pré-concebida na construção daquele instrumento ritual. O condutor do ritual conhecia as forças emanadas  dos instrumentos contidos nos ambientes, ou seja, os sacerdotes eram muito mais do que condutores de ritos, mas conhecedores das forças contidas em seus rituais. 
                       Vamos ficando por aqui, conseguimos fazer uma boa introdução de algumas práticas que utilizam o Arqueômetro como referência, isso é apenas o início, estamos começando a adentrar os arcanos que revelam os segredos do Planisfério Arqueométrico de Rama.
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                             Luz e paz.